Coral Ecumênico da Bahia: Conheça um pouco da iniciativa que celebra a diversidade cultural e ajuda a reforçar o  título de Salvador como Cidade da Música   

 

Por Fal Santana 

 

Numa cidade cheia de sons, levadas e ritmos, o Coral Ecumênico da Bahia surge como um dos expoentes do que Salvador tem de melhor, a pluralidade da sua música. Criado em dezembro de 2013 pelo Pastor Djalma Torres e o maestro Angelo Rafael Fonseca, o grupo nasceu com a proposta de unir vozes e repertórios de diferentes tradições religiosas, transformando a música em ponte para o diálogo e o respeito. 

Reconhecida pela UNESCO como a cidade da música, Salvador carrega uma herança cultural marcada pela diversidade. Nesse contexto, o CEB representa mais do que uma iniciativa artística, ele é um símbolo vivo dessa diversidade. 

Durantes seus 12 anos de existência o CEB atua junto às iniciativas públicas e privadas transmitindo sua principal mensagem, o respeito ao próximo, independente da sua cor, credo ou sexualidade. Para isso realiza ações dentro e fora da Bahia utilizando a música como sua principal aliada. 

O CEB já se apresentou em espaços emblemáticos como a Igreja do Carmo, a Catedral Basílica e o Museu da Misericórdia, além de participar de projetos culturais como o “Pelourinho Dia & Noite / Concerto nas Igrejas”. Com um repertório que vai da música sacra erudita a clássicos da MPB, o CEB envolve o público não apenas pela qualidade vocal, mas pelo significado que transmite: a convivência harmoniosa entre diferentes expressões de fé. 

A importância de um grupo como esse em Salvador vai além do campo artístico. Em uma cidade que enfrenta, assim como o resto do país, desafios ligados à intolerância religiosa, o CEB oferece um contraponto positivo, tornando cada apresentação um ato simbólico de paz e união. 

O  coral tem sua trajetória  registrada e reconhecida através do audiovisual. Em fevereiro de 2025, foi lançado o documentário “Vozes da Fé”, que celebra os10 anos do coral. A produção reúne depoimentos, imagens de apresentações e reflexões sobre o papel da música na construção de uma sociedade mais tolerante. 

Com mais apresentações previstas para este ano, o Coral Ecumênico da Bahia segue afinando não apenas suas vozes, mas também o espírito de união que ecoa por Salvador, reforçando, nota por nota, o motivo pelo qual a capital baiana leva com orgulho o título de Cidade da Música. 

 

 

 

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