Livraria LDM Shopping Bela Vista recebe biógrafos para bate-papo sobre o grande mestre Mequinho e os ídolos baianos Ruth Volkl Cardoso e José Pinto Paiva

Soa impensável hoje, mas o Brasil já tratou um enxadrista como herói nacional. Era Henrique Costa Mecking, o popular Mequinho, um prodígio do Rio Grande do Sul que foi campeão nacional aos 13 anos e sul-americano aos 15.  Pouco conhecido das novas gerações, Mequinho era uma celebridade nos anos 1960 e 1970. Na música “Super-heróis”, por exemplo, Raul Seixas lança uma pergunta retórica: “Quem é que no Brasil não reconhece o grande trunfo do xadrez?”.

A história do astro foi recuperada na biografia “Entre Bispos e Reis – a trajetória de Mequinho, um gênio brasileiro do xadrez” (editora Todavia), do jornalista Uirá Machado.

A obra será lançada com um bate-papo em Salvador no próximo dia 13 de agosto, quinta-feira, às 19h, na Livraria LDM Shopping Bela Vista. Participam do encontro Gina Leite, biógrafa da enxadrista baiana Ruth Volkl Cardoso, e Rogério Paiva, filho de José Pinto Paiva, maior campeão do xadrez na Bahia. A conversa será seguida por uma sessão de autógrafos com o autor de “Entre Bispos e Reis”.

No livro, Machado reconstrói a infância de Mequinho, narra seu desenvolvimento no jogo, conta como ele chegou a terceiro do ranking mundial e foi sério candidato a campeão do mundo, mas abandonou os tabuleiros em 1979, aos 27 anos, em decorrência de uma doença.

Em seu passado glorioso, Mequinho conviveu tanto com Pinto Paiva quanto com Ruth Cardoso.

Primeira mulher brasileira a se tornar mestre internacional de xadrez, Cardoso (1926-2000) venceu sete vezes o campeonato brasileiro e duas vezes o sul-americano. Ela também fundou a Federação Bahiana de Xadrez e ajudou a fomentar o esporte de diversas maneiras – inclusive trazendo materiais de estudo do exterior.

Pinto Paiva, por sua vez, venceu o campeonato baiano por 16 anos consecutivos. Além disso, foi bicampeão brasileiro (1966 e 1971) e enfrentou Mequinho nas duas vezes em que o prodígio levantou a taça, em 1965 e 1967. Pinto Paiva perdeu uma partida e empatou a outra.

Juntos, os três jogadores popularizaram o xadrez no Brasil e levaram o esporte à capa dos jornais, muito antes de “O Gambito da Rainha” resgatar o charme dos grandes confrontos nos tabuleiros.

 Foto: Renato Parada

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