“Boca de Brasa Apresenta” leva à Cidade Baixa o repertório das 15 iniciativas participantes do Acelera Boca de Brasa – Ano II
Em duas noites, Salvador poderá conhecer o trabalho de artistas e coletivos que terão suas carreiras impulsionadas até 2027
A primeira edição de palco aberto do Programa de Aceleração de Iniciativas Artísticas e Culturais do Boca de Brasa – Ano II está marcada. Nesta sexta e sábado, dias 25 e 26 de setembro, às 19h, o “Boca de Brasa Apresenta” vai colocar no palco do Centro Cultural Sesi Casa Branca, na Avenida Caminho de Areia, as 15 iniciativas selecionadas para a jornada de qualificação profissional que acaba de começar. O evento tem entrada gratuita e introduzirá ao público de Salvador o repertório de artistas e coletivos que terão suas carreiras impulsionadas até 2027 dentro da jornada do Acelera Boca de Brasa.
O Programa de Aceleração de Iniciativas Artísticas e Culturais é realizado pela Fundação Gregório de Mattos em parceria com a Associação Conexões Criativas. As 15 iniciativas foram selecionadas dentre 162 inscritas para cumprir um percurso de sete meses de qualificação, de setembro de 2026 a março de 2027, em atividades de diagnóstico, planejamento, capacitações, mentorias e apresentações, com apoio financeiro de R$ 31,5 mil para cada.
De diferentes territórios, linguagens, experiências e estéticas, estão na lista a plataforma Cabeça Cara, a Cia Teatral Gruporacaso, a Cia Teatro na Comunidade, o Coletivo CAOS – Cinema, Antropologia e Observação Social, o Coletivo LAMA, o Coletivo Toda Ladeira, a cantora Dai Leone, o grupo Dinastia Dugueto, a banda Favela Atômica, o grupo Filhas do Som, o Grupo Experimental de Jazz, o artista visual Ibsen Santos, a cantora Meg Azevedo, a cantora Nanashara Vaz e o Suburbana Drill.
As duas noites do “Boca de Brasa Apresenta” terão a atriz Déa Rodrigues como mestra de cerimônia. Do território da Cidade Baixa, ela foi uma iniciativa acelerada no primeiro ano do Acelera Boca de Brasa, em 2024. O espaço possui arquitetura acessível e as apresentações contarão com tradução em Libras e audiodescrição.
O Programa de Aceleração de Iniciativas Artísticas e Culturais do Boca de Brasa – Ano II foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura em Salvador, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, executados pela Prefeitura de Salvador, por intermédio da Fundação Gregório de Mattos e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda. A Associação Conexões Criativas assina a realização por meio do Termo de Colaboração nº 01/2026, com recursos do Edital nº 02/2026 – Escolas Criativas Boca de Brasa: Aceleração de Iniciativas Artísticas e Culturais – Ano II.
PROGRAMAÇÃO DIA 25 DE SETEMBRO – sexta-feira
Cia Teatro na Comunidade (Território Subúrbio/Ilhas)
Na encenação “Encanto do rio, encantaria do mar”, investiga-se a formação da identidade cultural do povo brasileiro. O espetáculo toma como ponto de partida o culto dedicado às Encantadas e aos Encantados – denominação tradicional das comunidades indígenas às Forças da Natureza, que foi absorvida e ressignificada pela cultura do Axé na nação Bantu.
Coletivo LAMA (Território Barra/Pituba)
Um coletivo com 10 anos de trabalhos voltados à difusão, ao debate e à pesquisa sobre a cultura hip-hop e suas variadas expressões da arte de rua faz um recorte de sua trajetória com uma exposição ocupando o foyer de entrada do teatro.
Coletivo Toda Ladeira (Território Centro/Brotas)
Exibição do curta “Toda Ladeira Dá em Brotas”, que percorre as ruas, ladeiras, memórias e afetos do bairro de Brotas. Entre contrastes urbanos, vozes, encontros e cenas do cotidiano, a obra constrói um mosaico sobre pertencimento, memória e transformação territorial.
Filhas do Som (Território Centro/Brotas)
No show “Tambor, um saber feminino”, o grupo põe em prática o protagonismo das mulheres na percussão, ecoando suas discussões sobre questões de gênero e raça. Música como reencontro com raízes ancestrais e elevação de pertencimento.
Grupo Experimental de Jazz (Território Cidade Baixa)
“As Canções que Você Fez pra Mim” é uma obra de jazz dance inspirada no álbum homônimo de Maria Bethânia, que atravessa gerações com a reinterpretação da cantora para canções de Roberto Carlos. A partir dessa atmosfera, o trabalho transforma em movimento múltiplas manifestações do amor – encontro, ausência, desejo, entrega, memória e permanência.
Ibsen Santos (Território Cidade Baixa)
O artista visual e realizador audiovisual exibe o documentário “Você ainda vai me levar pra Paris”. No bairro de Lobato, Zelia faz uma reflexão sobre os 40 anos de abuso que sofreu no seu único relacionamento. Enquanto cozinha para seu ex-companheiro, ela redescobre a força dos sonhos.
Meg Azevedo (Território Cajazeiras)
No show “De Recôncavo e Reconvexos”, a cantora e arranjadora Meg Azevedo reúne autorias de artistas que trazem referências do Recôncavo Baiano em suas obras, como Caetano Veloso, Roberto Mendes, Jorge Portugal e a referência da intérprete, Maria Bethânia.
Nanashara Vaz (Território Subúrbio/Ilhas)
A cantora e compositora apresenta o show “Vem ter um date comigo”, baseado no EP “Date”, lançado em 2025 pelo projeto Sons do Subúrbio. Encontros e desencontros estão no repertório que, além de músicas autorais, tem novos arranjos para Gal Costa, Djavan e Marisa Monte.
PROGRAMAÇÃO DIA 26 DE SETEMBRO – sábado
Cabeça Cara (Território Centro/Brotas)
O filme “Cabeça Cara – Ajeum?” acompanha Cabeça Cara, um jovem negro que, ao entrar em contato com memórias ancestrais desconhecidas, descobre caminhos de força, pertencimento e transformação. Nesse percurso de encantamento, ele vira Aiyra: o encontro entre um típico pivete e uma persona desenvolvida a partir da arte drag queen.
Cia Teatral Gruporacaso (Território Cidade Baixa)
A performance teatral “(in)Humanos” trata da busca pela perfeição do corpo em desequilíbrio com o adoecimento da mente. São corpos que pulsam, que se fragilizam, se objetificam, reverberam e são capazes de tudo para atingir padrões pré-determinados pela sociedade.
Coletivo CAOS – Cinema, Antropologia e Observação Social (Território Centro/Brotas)
Exibição de um dos mais de 20 curtas-metragens produzidos pelo Coletivo CAOS. “Pelas ondas lambem-se as margens” propõe explorar narrativas sobre o feminino, contadas por cartazes do cinema brasileiro moderno e contemporâneo.
Coletivo LAMA (Território Barra/Pituba)
Um coletivo com 10 anos de trabalhos voltados à difusão, ao debate e à pesquisa sobre a cultura hip-hop e suas variadas expressões da arte de rua faz um recorte de sua trajetória com uma exposição ocupando o foyer de entrada do teatro.
Dai Leone (Território Cidade Baixa)
O show “Acústico Dai Leone” é um encontro íntimo entre voz, violão e sonoridades que atravessam a música brasileira. A cantora e compositora revisita canções que fazem parte de sua trajetória, trazendo novas interpretações e sua identidade para cada escolha.
Dinastia Dugueto (Território Valéria)
No espetáculo “TRONO”, o grupo une dança e teatro numa releitura do movimento Black Panther, transformando o palco em território de afirmação e resistência. Um grito da comunidade negra, que reivindica seu espaço na sociedade. Mais do que uma peça, é um ato de exaltação.
Favela Atômica (Território Liberdade/São Caetano)
No pocket-show “A Favela É o Mundo”, a banda apresenta uma primeira mostra do seu álbum de estreia, marco de uma trajetória que há mais de 10 anos fortalece a voz e as artes da Capelinha de São Caetano.
Suburbana Drill (Território Subúrbio/Ilhas)
Criador do projeto cultural e musical, DJ Lobu apresenta o EP do grupo, voltado ao fortalecimento do hip-hop e da música urbana periférica.
SERVIÇO
Boca de Brasa Apresenta – Repertórios
Acelera Boca de Brasa – Ano II
Quando: 25 e 26 de setembro (sexta e sábado), às 19h
Onde: Centro Cultural Sesi Casa Branca (Av. Caminho de Areia)
Quanto: Gratuito
Classificação indicativa: Livre
Recursos de acessibilidade: Arquitetura acessível, tradução em Libras e audiodescrição
Foto: Patrícia Almeida

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