Espaço Cultural Rumo do Vento promove caminhada patrimonial pelo Abaité terminando em samba

 

No dia 19 de outubro (domingo), a partir das 8h, experiência imersiva conscientiza o público sobre a importância da preservação de um território ancestral

Com a primavera à todo vapor em Salvador, a Caminhada Patrimonial em Defesa do Abaité já tem nova data e os caminhos iluminados para acontecer! Colocando em prática o objetivo de promover aprendizado e reflexão sobre a importância de preservar o território ancestral do Abaité, a caminhada patrimonial terá uma edição especial no próximo dia 19 de outubro (domingo), realizada pelo Espaço Cultural Rumo do Vento. 

Pelo parque natural localizado entre dunas, mar e regiões de Mata Atlântica, a experiência imersiva propõe uma conscientização ao público, que poderá ver e sentir o Abaité em toda a sua grandeza. Desta vez, a caminhada terminará com muita irreverência, em uma roda de samba com a galera.

O projeto terá o Rumo do Vento, local tradicional de samba no Alto da Bela Vista de Itapuã, como ponto de encontro para a caminhada, com concentração às 8h . A jornada partirá às 8h30 horas da Praça do Coreto, após um momento de reflexão, para que todos se coloquem nesse aprendizado de corpo inteiro. No Abaité, o público poderá conhecer de perto situações emergenciais e histórias do último remanescente de restinga da cidade de Salvador através da mediação da educadora mestra em Antropologia Clara Domingas. 

Idealizadora da Caminhada Patrimonial em Defesa do Abaité, Clara integra o Fórum Permanente de Itapuã e o Conselho Gestor da APA Lagoas e Dunas do Abaité, atuando como ativista ambiental do parque há mais de 10 anos. Nativa de Itapuã, ela convida o público a pensar em processos de construção coletiva em rede na cidade de Salvador e na região metropolitana.

 

Resgate e envolvimento com o território

 

Local com forte ancestralidade indígena e presença negra, o Abaité vive conflitos de especulação imobiliária e construções indevidas que serão tema de debate ao longo do passeio. Durante a caminhada, as pessoas são convidadas a observar o comportamento de árvores, dunas e águas, da fauna e flora da restinga urbana, em um movimento de reflexão crítica. 

“As caminhadas patrimoniais são um importante instrumento educativo porque ativam o corpo em movimento, a atenção diferenciada e a capacidade de envolvimento com o território. É tão bom conhecer o nosso chão!”, ressalta a pesquisadora Clara Domingas.

Se juntam ainda à realização do evento os seguintes parceiros: Fórum Permanente de Itapuã, Instituto de Permacultura da Bahia e Fundo Casa Socioambiental.

Abaité ou Abaeté?

Clara Domingas esclarece: “Afirmamos Abaité, com ‘i’, para reforçar a retomada ancestral em curso, evocando o Tupi antigo, língua nativa dominante neste território, antes da invasão europeia e durante os primeiros anos de colonização”. O caso foi analisado pelo tupinólogo Frederico Edelweiss (1969) que concluiu ser inadequado o termo Abaeté, com ‘e’. A palavra ‘eté’ remete a homem (Abá) abalizado, de valor, verdadeiro, já ‘ité’ tem sentido de sinistro, terrível, traduzindo de maneira mais precisa a realidade geográfica do lugar, que desafia, inspira medo, respeito e mistério, próprios às lendas e causos em torno da lagoa escura do Abaité.

SERVIÇO

Caminhada Patrimonial em Defesa do Abaité

Dia 19/10 (domingo)

Horário: 8 horas

Local de concentração: Espaço Cultural Rumo do Vento – Praça do Coreto – Rua Alto da Bela Vista, 01, Itapuã

Gratuito

 

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