Valorização da vida em pauta: Setembro Amarelo
Por Fal Santana
Todos os anos o mês de setembro é marcado por uma campanha que tem salvado vidas e aberto espaço para um debate urgente: a prevenção ao suicídio.
A campanha do setembro amarelo chegou em 2015 ao Brasil, mas foi inspirada em uma iniciativa estadunidense da década de 90, após amigos e familiares de um jovem que tirou a própria vida distribuírem cartões e fitas amarelas em sua memória, com mensagens de apoio e incentivo à procura de ajuda. Desde então, a cor amarela tornou-se símbolo mundial da valorização da vida.
Segundo informações do Ministério da Saúde, o cenário brasileiro é preocupante: entre 2010 e 2019, o número de mortes por suicídio cresceu 43%, passando de 9.454 para 13.523 casos registrados, sendo a faixa etária com maior número de casos adolescentes e jovens adultos de 15 a 29 anos.
Diante desses números, campanhas voltadas ao cuidado da saúde mental, como o setembro amarelo, tornam-se ainda mais necessárias. Além da conscientização, elas reforçam a importância da rede pública de saúde mental, que atua principalmente por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), espaços ligados à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Os CAPS oferecem atendimento a pessoas em sofrimento psíquico grave, incluindo aqueles com risco de suicídio. Espalhados por todo o território brasileiro, esses centros buscam garantir cuidado humanizado, acompanhamento próximo e alternativas ao modelo de internação hospitalar, fortalecendo o vínculo comunitário e a recuperação da autonomia dos pacientes.
Dentro do ambiente universitário também é possível encontrar ajuda para questões relacionadas à saúde mental. Por meio do Serviço Médico Universitário Rubens Brasil (SMURB) estudantes, servidores e colaboradores da UFBA podem ter acesso a consultas e a profissionais multidisciplinares que atendem questões relacionadas à saúde mental e apoio psicossocial. Para acessar os serviços do SMURB basta acessar o site, fazer login no sistema com seus dados institucionais e verificar a disponibilidade.
Mais do que um mês de alerta, o Setembro Amarelo é um convite à escuta, ao acolhimento e à quebra de tabus que ainda cercam o tema. Reconhecer os sinais de sofrimento e procurar ajuda profissional são passos essenciais para promover uma cultura de valorização da vida. Busque ajuda, você não precisa enfrentar a dor sozinho.

