Revolta estudantil e crise do ensino são tema do espetáculo “A Revolta dos Pinguins” em Salvador   

 

Apelidados “pingüinos” pelas fardas formais, os estudantes do Chile sacudiram o país em 2006 com protestos pelo direito à educação. Em 2015 e 2016, foi a vez dos secundaristas brasileiros de São Paulo e outros estados ocuparem escolas com suas demandas. No meio desse turbilhão, a pergunta: onde ficam os professores? São alvos da revolta dos alunos – ou devem estar nas barricadas com eles?   

Essas são questões exploradas no espetáculo “A Revolta dos Pinguins”, dirigido por Diogo Watanabe com texto de Luciana Comin, que estreia em curta temporada nos dias 17, 24 e 31 de outubro no Teatro Moliére em Salvador. A montagem é parte do projeto “1, 2, 3, Salve Todos!”, do grupo TECA Teatro.   

Para a autora do texto, a dramaturga e especialista em teatro para infâncias e juventudes Luciana Comin, esse espetáculo dialoga com as discussões levantadas em “Ensinando a Transgredir”, adicionando novas reflexões: “No primeiro espetáculo do projeto ‘1 2 3 Salve Todos!’, a gente trouxe o ponto de vista dos alunos em relação à educação, e agora vamos ter um ponto de vista dos professores nesse contexto educacional complicado que vivemos”, explicou ela. 

Na trama, um grupo de professores se reúne em uma sala da escola que deveria ser de artes — mas hoje funciona como depósito. Ali, discutem um episódio grave do turno da manhã: uma confusão entre a diretora e os estudantes, sangue, polícia… A tensão cresce em meio a rumores de ocupações estudantis que clamam por uma revolução educacional. 

O espetáculo parte de influências como os documentários “ACABOU A PAZ, ISTO AQUI VAI VIRAR O CHILE! ESCOLAS OCUPADAS EM SP”, de Carlos Pronzato, e “Espero Tua (Re)volta”, de Eliza Capai. Também toma inspiração do texto “Conselho de Classe”, de Jô Bilac, que já foi adaptado na minissérie “Segunda Chamada”, do Globoplay. Primeira direção cênica de Diogo Watanabe, o espetáculo foi concebido em um processo coletivo e experimental: como enfatizado no nome do grupo “Coletivo-Coletivo”, a horizontalidade e colaboração são centrais ao projeto. 

 

SERVIÇO: 

O que: Espetáculo “A Revolta dos Pinguins”; 

Onde: Teatro Moliére, Aliança Francesa (Av. Sete de setembro, 401, Barra);  

Quando: 17, 24 e 31 de outubro, às 20h; 

Quanto: R$50 inteira, R$25 meia. Ingressos disponíveis no Sympla. 

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