6 Artistas Visuais Baianos que valem a pena acompanhar.
Por Raniele Amorim
Do Recôncavo ao Sertão, passando pela efervescência criativa de Salvador, uma nova geração de artistas vem produzindo trabalhos que dialogam com a ancestralidade, política, corpo, memória e experimentação estética.
Com uma cena evidentemente diversa, enraizada nas múltiplas identidades culturais que formam o estado, a Agenda separou sete artistas visuais baianos que valem a pena você acompanhar.
JAMEX
Nascido em Salvador, em 2001, JAMEX é um dos nomes mais instigantes da cena artística contemporânea da capital baiana. Pintor e artista visual, sua produção se destaca pelo uso expressivo de cores e traços intensos, que dialogam com o neoexpressionismo e as tensões da juventude urbana. JAMEX transforma vivências pessoais e questões sociais em arte, especialmente as marcas do racismo e a complexidade da identidade negra no Brasil.

Foto: Reprodução
Gabriella Correia
Fotógrafa, poeta e professora, Gabriella Correia é soteropolitana e tem formação em Artes pela UFBA, onde atualmente também realiza o mestrado. Sua obra transita entre o analógico e o experimental, utilizando técnicas como a antotipia e a titotipia para explorar os limites entre subjetividade, identidade e memória. Também atua com composição musical, bordado e restauração digital de imagens, aproximando arte, afeto e pesquisa em um campo expandido de produção sensível.

Foto: Reprodução
Junaica Nunes
Criada no Quilombo Rio das Rãs, em Bom Jesus da Lapa, Junaica Nunes desenvolve uma produção que parte das práticas quilombolas como linguagem estética e política. Com forte presença de elementos territoriais e afetivos, seu trabalho é uma convocação à ancestralidade e um gesto de resistência no campo da arte contemporânea, reafirmando o devir-negro como caminho de criação.

Foto: Reprodução
Ludmilla Lima
Filha do Recôncavo Baiano, Ludmilla Lima nasceu em Cruz das Almas e atualmente vive em Salvador. Transitando por linguagens como aquarela, acrílico, graffiti, ilustração digital, fotografia e tatuagem, sua obra mergulha na ancestralidade e nas vivências cotidianas da Bahia. Com formação em Engenharia de Pesca e mestrado em Artes Visuais em andamento pela UFBA, Ludmilla participou de exposições nacionais e internacionais, incluindo sua estreia individual em 2023 e a coletiva Okê Arô Okê, na Galería Paul Bardwell, na Colômbia. Sua arte é um gesto de resistência e reencantamento do cotidiano.

Foto: Reprodução
Astronauta de Mármore
Igor Aquino Davi, nascido em Feira de Santana em 1999, é o artista por trás do nome Astronauta de Mármore. Autodidata, trabalha com colagens analógicas e digitais desde 2019, construindo imagens que flutuam entre o onírico e o político. Misturando referências da arte moderna brasileira, afrofuturismo e cultura pop, suas composições evocam memória, ancestralidade e subjetividade. O nome artístico faz referência à canção homônima da banda Nenhum de Nós, metáfora do viajante solitário que transita entre realidades e afetos.

Alison Souza
Baseado entre Itatim e Cachoeira (BA), Alison Souza é artista visual e pesquisador. Cursa Artes Visuais na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e integra o grupo de pesquisa permanente do Instituto Práticas Desobedientes. Sua produção é profundamente ligada ao território e às memórias da comunidade rural de Ponta Aguda, onde cresceu. Por meio de imagens atravessadas por afeto, Alison investiga as relações e modos de vida do espaço rural, promovendo uma estética sensível que parte da vivência coletiva e da construção de identidade no campo.

Foto: Reprodução

