João Denovaro e Candioco levam parceria de longa data ao palco em show no Teatro SESI Rio Vermelho
Amigos de longa data e nomes atuantes da cena independente baiana, João Denovaro e Candioco finalmente transformaram em espetáculo uma vontade antiga de dividir o palco. Na noite desta quinta-feira (11), os dois artistas se encontraram no Teatro SESI Rio Vermelho para uma apresentação em duo, resultado de uma parceria construída ao longo dos anos e materializada em um show produzido por Sócrates Miranda.

Foto: Raniele Amorim
O encontro surge em um momento de intensa produção para ambos. Após estrear o projeto solo Circunstâncias Inacreditáveis, que lotou o Teatro Gamboa em abril, João Denovaro segue expandindo suas possibilidades artísticas. Conhecido por integrar a Tangolo Mangos desde a fundação da banda, em 2017, o músico também vem atuando como produtor musical e desenvolvendo projetos autorais que dialogam com diferentes linguagens.
Do outro lado da parceria está Pedro Antunes, mais conhecido como Candioco. Multiartista, compositor e produtor, ele iniciou sua trajetória com a banda Taro, em Vitória da Conquista, e posteriormente fundou, ao lado de Gabriel Tupy, a Cajupitanga. O projeto já acumula seis álbuns lançados, centenas de milhares de reproduções nas plataformas digitais e apresentações em espaços como o Teatro Vila Velha, o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima e o Largo Quincas Berro D’Água, em Salvador.

Foto: Raniele Amorim
A apresentação no SESI nasceu justamente da afinidade entre os dois artistas. Entre encontros, conversas e experimentações realizadas de maneira despretensiosa, João e Candioco descobriram uma sintonia musical que, segundo os próprios músicos, precisava ser compartilhada com o público.
No palco, a dinâmica do show se baseou na troca constante. Sem posições fixas, os dois se revezavam entre guitarra, violão e voz, criando uma apresentação marcada pela escuta mútua e pela liberdade dos arranjos. Em alguns momentos, João assumia a guitarra enquanto Candioco seguia no violão; em outros, os papéis se invertiam, numa construção que reforçava o caráter colaborativo da proposta.
O repertório reuniu canções dos universos dos dois artistas e foi sendo costurado ao longo da noite em uma sequência que evidenciava as aproximações entre suas trajetórias. Entre uma música e outra, o clima de amizade e cumplicidade entre os músicos se refletia nas conversas, nas trocas de instrumentos e na maneira como conduziam os arranjos.
Mais do que um encontro entre repertórios, o show marcou a realização de um desejo antigo de dois amigos que há muito tempo buscavam uma oportunidade para construir algo juntos. O resultado foi uma apresentação que colocou em evidência não apenas as trajetórias individuais de Denovaro e Candioco, mas também a força das conexões que seguem movimentando a cena independente baiana.

Foto: Raniele Amorim
