Longa baiano “A Pele Morta” será destaque da abertura do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

O longa-metragem “A Pele Morta” foi anunciado como o destaque da abertura do 59o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no dia 11 de setembro. A escolha para a noite de estreia é carregada de simbolismo, afeto e resiliência. O que começou como um projeto compartilhado entre o roteirista Daniel Tavares, o cineasta Geraldo da Rocha Moraes e sua esposa, a produtora Solange Moraes, transformou-se em uma grandiosa homenagem após a partida precoce do diretor.

Falado em português, espanhol e guarani, “A Pele Morta” é um drama de estrada pelas veias abertas do coração da América do Sul. Em luto pela morte do irmão, um jovem rapper guarani-kaiowá parte pelas estradas e fronteiras da América do Sul com um caminhoneiro em busca de fretes. No caminho, dão carona a uma jovem à procura da irmã, de quem não tem notícias há muito tempo.

O filme passou pela escola de Cuba, desenvolveu-se na Bahia, e realizou-se nas estradas do Brasil e Paraguai. A produção foi finalizada graças à união dos filhos de Geraldo, Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. Eles aceitaram assumir o comando da obra para honrar o legado do pai e com o abraço dos amigos Fabiano Gullane e Eva Pereira. A distribuição ficou por conta da Borboletas Filmes.

A trama acompanha Justo, interpretado pelo consagrado ator uruguaio César Troncoso — conhecido internacionalmente por seu papel no aclamado longa O Banheiro do Papa (premiado no Festival de Cannes) e atualmente no elenco da prestigiada série sci-fi da Netflix, O Eternauta.
Justo é um motorista despejado da oficina mecânica que ocupou durante décadas na fronteira brasileira. Decidido a buscar frete no interior do Paraguai, ele leva consigo o borracheiro Saulo, papel que marca a estreia na carreira do ator indígena Luan Iturve. Saulo é um jovem guarani-kaiowá (mesmo povo indígena de Luan) da região de Dourados que traz na força de sua rima o grito e a resistência de seus irmãos.

No caminho para o Chaco paraguaio, a dupla dá carona a Rosario, interpretada pela atriz paraguaia Ivana Gomez, que também faz sua grande estreia nas telas. Rosario viaja com uma mochila nas costas, disposição para o trabalho e uma carta de sua irmã. O elenco ganha ainda o reforço e a solidez de dois grandes nomes do cinema paraguaio: os atores Hebe Duarte e Ever Enciso. A cumplicidade que nasce na boleia desse trio improvável abre estradas para a esperança e para novos horizontes na América Latina.

Serviço
● Filme: A Pele Morta | Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres | Ficção | 82′ | Bahia
● Exibição: Filme de Abertura do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
● Data: 11 de setembro (sexta-feira), às 19h30
● Produção: Solange Souza Lima Moraes – Sol Moraes
● Direção: Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres
● Roteiro: Daniel Tavares
● Produção Executiva: Tati Guimarães, Emerson Rodrigues e Solange Souza Lima Moraes – Sol
Moraes
● Direção de Fotografia: Antônio Luiz Mendes
● Diretor de Arte: Carlo Spattuza

● Direção de Som: Fernando Cavalcante
● Direção de Produção: Marcela Costa Amanda Nascimento
● Elenco Principal: César Troncoso, Luan Iturve, Ivana Gomez.
● Atores Convidados: Hebe Duarte e Ever Enciso
● Figurinista: Claudia Witener
● Maquiagem: Ana Pieroni
● Supervisão de Finalização: Dirceu Lustosa
● Edição de Som: Carlos Gebara.
● Produtores Associados: Fabiano Gullane, Caio Gullane e Eva Pereira.
● Produtora: Araçá Filmes
● Distribuidora: Borboletas Filmes

Foto: Biel Gomes

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