Mestras e mestres da cultura popular protagonizam evento na UFBA

 Serão dois dias de aprendizado com figuras como Lia de Itamaracá, Mestre Bule Bule e Mestra Janja

Por Mariana Gomes

Nas manifestações da cultura popular e nas comunidades tradicionais, os mais velhos, ao exemplo de mestres e mestras, são figuras centrais do saber, indispensáveis para a construção de conhecimento, da tradição à inovação. Com o objetivo de valorizar esses saberes, acontece de 9 a 11 de outubro o III Seminário “Griô: Culturas populares, identidades e resistência”. Entre os nomes reconhecidos nacionalmente está Lia de Itamaracá, mestra cirandeira de Pernambuco, Mestre Bule Bule, cordelista e mantenedor das tradições musicais sertanejas da Bahia, Mestre Janja, historiadora e mestra de capoeira baiana.  

Realizado pelo Grupo de Pesquisa “Griô: Culturas Populares, Ancestralidade Africana e Educação”, da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED/UFBA), o evento é produto do diálogo da Educação Popular com o Pensamento Decolonial, que se fortalece dia a dia no Brasil e na América Latina. É uma oportunidade de reverenciar as personalidades chave para a continuação das culturas que representam. Também é espaço para socialização de pesquisas, produções culturais e iniciativas educacionais, dos campos formal  e não-formal. 

Serão realizadas diversas oficinas ligadas à cultura popular: como samba de roda, medicina natural e toque de instrumentos musicais; e intervenções artísticas com apresentações de teatro, dança e música, realizadas por grupos vindos de todo o país; além das apresentações de trabalhos e experiências. Foram mais de 100 inscritos para apresentações de trabalhos, também vindos dos quatro cantos do país para debater cultura popular.  Além das apresentações e debates formais, haverá espaço para troca de vivências, saberes populares, oficinas e uma extensa programação artística.

Valorização das culturas populares
A proposta do Seminário Griô visa avanços no processo de difusão, fomento e fortalecimento dos saberes populares e tradicionais como necessários nos processos de construção de conhecimento em todos os âmbitos.

A abertura será roda uma de conversa com Lia de Itamaracá, Bernardino Kiriri, liderança do povo indígena Kiriri, e Mestre Janja, que também é professora da UFBA. Já a mesa de encerramento será feita com Dona Joca, liderança quilombola baiana, Mestre Nô, mestre de capoeira baiano e o antropólogo José Magnani. O seminário termina ao ritmo do Grupo Samba Paraguassu, grupo de samba Chula da Ilha de Itaparica, no Largo Quincas Berro D’água, no  Pelourinho, 11 de outubro às 21hs. A programação completa do evento pode ser acessada no site do grupo de pesquisa.

Serviço
O quê: III Seminário “Griô: Culturas populares, identidades e resistência”
Quando: 09 a 11 de outubro de 2019
Onde: Faculdade de Educação/Escola de Dança – Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA)

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